Trilhas e histórias para contar na fogueira

Resumo: para comemorar a sexta-feira 13, reunimos algumas histórias cheias de mistérios e lendas de trilhas que podem virar tema da sua próxima fogueira noturna.

Um dos passatempos de acampar são as histórias de terror contadas na hora da fogueira. E muitos trilheiros têm até as suas próprias experiências sinistras para contar, inclusive nós!

Em comemoração a esta sexta-feira 13, reunimos histórias medonhas que ouvimos falar e situações sombrias que também presenciamos nas trilhas.

Mas muita calma! Não precisa deixar de visitar estes lugares por causa destas histórias, as trilhas envolvem passeios lindos que valem a pena e estas histórias não passam de pretextos para deixar a experiência mais emocionante! 🙂

Escombros de antigo presídio na Ilha Grande, RJ

Presídio Dois Rios na Ilha Grande Historias Lendas Trilhas

A Ilha Grande foi por muito tempo transformada em ilha cárcere temida por ser isolada da civilização, praticamente impossível de fugir e por envolver um histórico de um dos piores cárceres brasileiros da época. E por este motivo, a Ilha Grande manteve-se preservada e inexplorada durante um bom tempo.

Uma bela praia da ilha, a Praia Dois Rios, foi sede do presídio Cândido Mendes criado em 1894 e oficialmente instalado em 1903. O presídio chegou a atingir uma capacidade para mil presos comuns e presos políticos na época da ditadura militar. Cercado por uma vila onde moravam apenas os guardas e oficiais da PM, ficava numa pequena planície entre altas montanhas e o mar.

Um dos presos mais famosos foi o escritor Graciliano Ramos, vítima da ditadura militar que escreveu Memórias do Cárcere relatando sua experiência atrás das grades.

O presídio foi desativado em 1994 e implodido pois a cadeia era inviável economicamente e as condições estavam muito precárias para manter os presidiários. Mas os escombros guardam até hoje muitas marcas de dor com inscrições nas paredes que criam um clima pesado de arrepiar qualquer um. E já lemos relatos de trilheiros que ouviram vozes e pedidos de socorro pelo lugar.

Quando visitamos esta praia, só o Junior teve coragem de explorar os escombros. Quando eu dei o primeiro passo na entrada, já senti a energia pesada e resolvi esperar do lado de fora mesmo!

Desaparecimento no Pico dos Marins, SP

Pico dos Marins Historias Trilhas

O Picos dos Marins é uma montanha com paisagens maravilhosas, mas é também o local de uma história real triste e intrigante.

Em 1985 um grupo de escoteiros participava de uma excursão no Pico dos Marins quando um deles se machucou. Marco Aurélio era monitor da equipe e se prontificou para seguir na frente abrindo caminho em busca de socorro. O escoteiro partiu para sua missão e desapareceu sem deixar nenhum vestígio.

Marco Aurélio foi orientado para realizar a marca com giz “240”, que era o seu número nos escoteiros, durante a trilha de descida da montanha para facilitar o retorno do grupo com o acidentado sinalizando o melhor caminho. O grupo encontrou três pedras com a marcação porém após uma intersecção não achou mais nenhuma marca. O grupo escolheu o lado mais fácil para carregar o escoteiro machucado. Por ser mais longo, pensaram que Marco Aurélio teria tomado o outro caminho e já teria chego na base da montanha. Mas quando chegaram na base, o Marco Aurélio não havia retornado.

Os escoteiros voltaram para procurá-lo mas não encontraram nenhum sinal dele. Na segunda noite de buscas, o mesmo grupo que estava com ele preparava-se para dormir e continuar a busca no dia seguinte quando ouviram um grito próximo da mata seguido de um som de apito. Surpresos seguiram o barulho pois Marco Aurelio como escoteiro carregava um apito para auxílio da localização. No meio da mata, viram três flashes de luzes que acenderam e apagaram repentinamente, o líder apitou solicitando retorno mas só houve o silêncio depois. Um policial envolvido no caso do desaparecido Marco Aurélio, confirmou a existência deste relato. Uma equipe de ufólogos diz que neste momento Marco Aurélio foi abduzido por extra-terrestres o que explicaria o seu desaparecimento.

Várias buscas foram realizadas na região mobilizando policiais civis, militares, moradores e amigos da família mas nenhum corpo, vestígio de roupa ou rastro foram encontrados. Até um dos soldados perdeu uma faca durante a busca e no dia seguinte ela foi encontrada, mas nenhuma pista do Marco Aurélio. Cães farejadores também não encontraram nenhum sinal do corpo.

Na época, os pais procuraram Chico Xavier, médium conhecido do país, que disse “só me comunico com pessoas desencarnadas”. Os pais comentaram que tudo sempre levou a crer que o filho está vivo.

Até hoje a família sofre com a incerteza do destino de Marco Aurélio e mantém a esperança de encontro-lo vivo. O Marco Aurélio tem um irmão gêmeo e a família usa retratos para mostrar como ele estaria hoje.

Há dois livros disponíveis sobre o desaparecimento de Marco Aurélio chamados Operação Marins e Operação Marins II. E há dois vídeos interessantes que falam do caso: Operação Marins Parte I e Operação Marins Parte II .

Na primeira vez que subimos o Pico dos Marins, só eu e o Jr que fomos para conhecer a montanha num bate e volta. Chegamos um pouco tarde no acampamento base para começar a subida. Mas logo na primeira parte que tem uma mata fechada escutamos sons de tambores atrás de nós como se alguma coisa estivesse seguindo a gente mas de repente o barulho cessou. Logo depois fizemos uma parada para ver se alguém passava mas não vimos ninguém! Foi SINISTRO! rs

Assombrações de Paranapiacaba, SP

Cidade do Terror em Paranapiacaba Historias Lendas Trilhas

Paranapiacaba é uma antiga vila inglesa construída no topo da Serra do Mar como centro operacional da companhia de trens São Paulo Railway responsável pela primeira ferrovia do Estado de São Paulo.

As primeiras casas desta vila foram construídas por volta de 1867, mas na década de 40 esta malha ferroviária foi incorporada ao Governo Federal e a vila entrou num processo de decadência até ser comprada pela Prefeitura de Santo André em 2002.

Durante o período de decadência, a estação de trem foi desativada e muitas casas foram abandonadas e degradaram-se com o tempo. Hoje há um esforço para preservação do patrimônio para alavancar o desenvolvimento sócio-econômico local principalmente pelo turismo. Mas há muitos vestígios da história e do período de decadência da vila que são origens de várias lendas de assombrações e palco de eventos especiais da cidade!

Como o casarão que era moradia do engenheiro chefe da ferrovia e sua esposa. Após a sua morte, diz a lenda que a casa tornou-se assombrada pelo seu espírito e há relatos de turistas que presenciaram acontecimentos estranhos quando visitaram a casa.

Há também o Túnel dos Mortos que segundo a lenda era uma antiga estação de comboio no qual passou-se um massacre de escravos que trabalhavam no cultivo do café. Moradores da vila dizem que ouvem e vêem espíritos dos escravos e coronéis toda sexta-feira.

Além de eventos culturais como festivais de inverno, Paranapiacaba já realizou vários eventos para bruxos e também foi cenário da “Cidade do Terror”.

A Cidade do Terror foi produzida pela mesma equipe das famosas Noites do Terror do Playcenter com o objetivo de dar vida a algumas lendas locais. Mais de 30 personagens apresentaram performances em labirintos espalhados pela vila.

E Paranapiacaba tem o cenário perfeito para o evento: construções antigas de madeira, escombros de trens e casas desativadas e até a neblina ajudou! A neblina é chamada de “Véu da Noiva” pois segundo a lenda, a filha do engenheiro chefe apaixonou-se por um operário brasileiro e mantinha com ele um romance às escondidas pois o pai da moça não o aceitava. No dia do casamento, ela foi proibida de casar-se e diz a lenda que o noivo foi assassinado por ordens do seu pai pois nunca mais foi visto. Quando soube deste terrível acontecimento, a moça saiu em desespero correndo pelos fundos da igreja e vestida de noiva pulou do precipício que existe na mata e morreu. Desde então, a noiva vem visitar o seu amado todo o dia e é vista quando cai sobre Paranapiacaba com seu véu branco e gelado…

Caverna do Diabo no PETAR, SP

Caverna no Petar Historias Lendas e Trilhas

A Caverna do Diabo é uma das mais famosas e conhecidas do PETAR, apesar do nome é belíssima com vários salões imponentes que com iluminação artificial lembram igrejas barrocas.

Mas num passeio que fizemos ao PETAR em 2006 visitamos outras cavernas mais selvagens com iluminação somente das lanternas que carregávamos. As formações das cavernas e as sombras das luzes das lanternas formavam vários objetos, animais e imagens apresentados pelo nosso guia que alimentava a nossa imaginação. Quando apagávamos as luzes, não conseguíamos ver um palmo a nossa frente.

No retorno de uma das cavernas estávamos passando por um corredor em fila indiana com o guia na frente, uma turma no meio (eu inclusive) e o Junior fechando o grupo por último pois carregava um lampião mais forte. De repente ele saiu correndo em disparada para a saída da caverna, segundo ele algum vulto puxou sua mochila e ele é que não ficaria lá para conferir o que era! rs Dizem que algumas cavernas escondem passagens secretas… quem sabe escondem seres misteriosos também!

Atividades paranormais em São Thomé das Letras, MG

Pirâmide São Thomé das Letras Historias e Lendas de Trilhas

A cidade mineira de São Thomé das Letras é famosa por seu clima de mistérios e fenômenos inexplicáveis que geraram lendas e histórias da cultura local como alucinações, visitas extraterrestres ou seres subterrâneos. É considerada um dos sete pontos energéticos da Terra atraindo muitos curiosos e interessados no assunto.

Uma das lendas mais conhecidas da cidade é a do Chico Taquara um curandeiro com poderes mágicos que viveu numa caverna conhecida como Gruta do Carimbado.

Antigos moradores relataram que ele conversava com os animais e realizava curas milagrosas. O misterioso Chico Taquara teria nascido em 1840 e desapareceu em 1916 sem deixar vestígios de seu paradeiro. Alguns moradores afirmam que ele era um enviado de uma civilização intra-terrestre que após cumprir sua missão com os seres humanos, retornou ao seu antigo convívio por um dos portais dimensionais localizado em São Thomé das Letras.

Outra lenda de São Thomé das Letras é a de um duende que fica no parque da pirâmide que costuma roubar isqueiros, fósforos e pedaços de seda. Há vários relatos de um vulto verde ou uma fumaça branca que surgem inesperadamente e por segundos todos os isqueiros, fósforos e pedaços de seda que estão num raio de 4 metros simplesmente desaparecem! Fica a dica: proteja seus isqueiros e fósforos quando visitarem o parque! rs

Lu | Trilheiros.net

Blog para quem ama aventuras explorando novos lugares, curtindo a natureza e aproveitando a vida

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