Roteiro a pé do Thamel até Durbar Square – Kathmandu, Nepal

Fizemos um roteiro a pé do Thamel até o centro antigo e medieval de Kathmandu para visitar a famosa Durbar Square passando por várias atrações no caminho.

Dia 19/Setembro acordamos algumas vezes de madrugada estranhando o fuso horário local. Levantamos às 5:30h am com o céu clareando e os kakas (corvos ou mountain crows) fazendo a festa atrás do nosso hotel que possui um jardim com bastante verde aonde ficava a varanda do nosso quarto.

O café da manhã no hotel foi bem reforçado e completo. Saímos para fazer um roteiro a pé saindo do Thamel até a Durbar Square de Kathmandu, com o guia Nepal da Lonely Planet para acompanhar as atrações pelo caminho.

Pela manhã o clima estava bem agradável, passamos por feiras e ruas residenciais. A maioria das construções do Thamel são verticais com prédios de uns 4 andares, vários estavam em construção e muitos terrenos com escombros devido o último terremoto que atingiu a cidade. 

Vielas, becos tudo era meio pequeno, apertado e amontoado. O Jr tinha que abaixar para entrar em algumas portas. Produtos para venda na fachada das casas do lado de crianças, cachorros, pombos… tudo junto misturado. Olhávamos para dentro das portas das casas com olhar curioso mas não dava para ver nada, era um breu em pleno dia. Um estilo de vida bem diferente do nosso. 

Chegamos no Kathesimbhu Stupa e foi pura empolgação! Nossa primeira estupa e uma linda estupa com bandeiras coloridas e rodas de orações.

Ao longo do caminho passamos por uma série de estupas e templos. A arquitetura do Nepal possui muitos detalhes, cores e símbolos que impressionam e nossa vontade era sair fotografando tudo. A todo momento éramos abordados por alguém que se propunha a ser nosso guia… que dispensamos educadamente. 

Continuamos nosso trajeto até a Durbar Square. Daí foi total maravilhamento (entrada 1000 rúpias/pessoa).

Durbar Square de Kathmandu, Nepal | Trilheiros
Durbar Square de Kathmandu, Nepal | Trilheiros

Era dia de festival com música ao vivo, desfiles e muitas pessoas orando e realizando oferendas nos templos. Uma mistura de incensos, flores, hindus, monges budistas… muitas cores, sons e cheiros. Apesar das misturas e diferenças das religiões, percebemos muito respeito dos nepaleses pela diversidade, inclusive pelos turistas.

Durbar Square, ou praça do palácio, eram as sedes dos antigos reinados do Nepal. Em Kathamandu, o conjunto também é conhecido como Hanumandhoka Durbar Square, em referência à estátua de Hanuman localizada perto da entrada do palácio. E essa não é a única Durbar Square do vale de Katmandu, existem outras duas em Patan e Baktapur. Todas as Durbar Squares do Nepal foram declaradas Patrimônio Mundial pela Unesco.

Encontramos também muitas lojas de artesanato e feiras na Durbar Square. O sol já estava bem ardido e a gente derretendo. Então fomos para um café refrescar.

Artesanatos na Durbar Square de Kathmandu, Nepal | Trilheiros
Artesanatos na Durbar Square de Kathmandu, Nepal | Trilheiros

Depois visitamos o palácio real aonde encontra-se a deusa. E conhecemos também o museu.

Saindo da Durbar Square, encontramos um senhor hindu que nos abençoou e ofereceu boa sorte e luz, fazendo uma marca vermelha entre os nossos olhos, chamada de Tika. E jogou pétalas de flores na nossa cabeça.

 A tika é um símbolo de bênção dos deuses utilizada por homens e mulheres. Feita por uma mistura de sindur (um pó vermelho) para marcar um ponto na testa. A tika representa o terceiro olho que tudo vê e sabe, além de ser um importante ponto de energia. Receber essa bênção faz parte da maioria das cerimônias hindus como reconhecimento da presença divina e um sinal de proteção para aqueles que a recebem.

Durbar Square de Kathmandu, Nepal | Trilheiros
Durbar Square de Kathmandu, Nepal | Trilheiros

Nosso retorno para o Thamel foi peculiar, lembrando um pouco a rua 25 de março em São Paulo (rua comercial cheia de vendedores ambulantes e pessoas realizando compras no centro de São Paulo). Ruas sem calçadas e estreitas com MUITAS pessoas e veículos disputando o mesmo espaço. Além de muitas buzinas tocando…

Chegamos no Thamel e almoçamos no Yangling, um restaurante que serve comida tibetana e chinesa. Aproveitamos para provar o famoso momo (confira nosso guia de restaurantes em Kathmandu – em breve), bem gostoso!

Momo, bolinhos tibetanos | Trilheiros
Momo, bolinhos tibetanos | Trilheiros

Voltamos para o hotel e ficamos no jardim descansando, um gatinho veio aproveitar nossa presença pra receber um pouco de carinho.

Depois só saímos a noite para jantar num local gostoso com ambiente aberto e música ao vivo.

Confira o vídeo desse dia no nosso Canal do Youtube:

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Lu | Trilheiros.net

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