Kopan Monastery, Boudhanath Stupa e Pashupatinath – Kathmandu, Nepal

Conhecendo o lado espiritual do Nepal, templos e cerimônias budistas e hindus.

Encontramos o nosso guia Ramesh após o café da manhã no hotel com as nossas duffle bags, afinal amanhã será o nosso último dia em Kathmandu e teremos os preparativos finais para a trilha.

Ele nos acompanhou para conseguir um taxi até o Kopan Monastery (português: monastério Kopan). Negociou com o primeiro e não ficou satisfeito com o preço. Fechou com o segundo por 500 rúpias. Se fosse com a gente teriam cobrado pelo menos 1000 rúpias!

O trajeto até o monastério é uma subida por ruas de terra esburacada, quase um off road! Nosso taxista foi o caminho inteiro resmungando… não entendíamos mas deveria estar xingando muito rs

Kopan Monastery, Nepal | Trilheiros
Kopan Monastery, Nepal | Trilheiros

Chegamos lá e assim que passamos pelo portão, o silêncio era dominante. Deve-se tomar apenas alguns cuidados com a vestimento (veja o que usar no Kopan Monastery) como forma de respeito.

Lá tem uma vista super bonita do vale e é possivel entrar no templo do monastério, só precisa tirar os sapatos. Não é permitido fotografar apenas no interior dele. Peguei uma almofada, coloquei no chão para sentar e meditar de olhos fechados. Aprendi no yoga há poucos meses que comecei quando descobri que faríamos essa viagem.

Estou lá tranquilamente quando começo a escutar uns grunhidos do meu lado, abro os olhos e vejo o Jr segurando a gargalhada… kkkk um doido mesmo

Atrás do templo, tem um jardim com miniaturas que contam a história de Buda e é um lugar gostoso para sentar e relaxar também.

O monastério oferece cursos e às 10h am tem uma conversa com o Dharma. Infelizmente naquele dia, não haviam eventos programados. Tem um café e restaurante para quem quiser almoçar e uma loja com souveniers e livros. Aproveitei para comprar um para a trilha, escolhi pelo título “Peacefull mind”.

Depois caminhamos uns 40minutos descendo pela estrada de terra até a estupa. O sol estava matando e os veículos passavam na estrada levantando a maior poeira. Então para quem for, vale a pena combinar com o taxi da ida para esperar e depois seguir até a estupa.

Boudhanath Estupa, Nepal | Trilheiros
Boudhanath Estupa, Nepal | Trilheiros

Chegamos na Boudhanath Stupa (ou estupa Bodnath) e nos deparamos com a construção fechada e em reforma. Que triste! É a maior estupa da Ásia e estava deteriorada pelo terremoto…

A Boudhanath Stupa é a maior estupa do Nepal e o templo mais sagrado do budismo tibetano fora do Tibet. Foi provavelmente construída no século XIX depois da invasão Mughal. Vista de cima, a estupa parece uma mandala ou um diagrama do cosmo e está repleta de outros símbolos. O Boudhanath também foi declarado Patrimônio Mundial pela Unesco e há quem diga que na estupa se encontram os restos mortais do Kassapa Buddha.

Ao redor da estupa, há diversas lojas de artesanato, restaurantes e templos. Aproveitamos para almoçar no restaurante Stupa View. Experimentamos o menu vegetariano, que seria uma prática durante todo o nosso trekking. A escolha foi ótima, comida saborosa e uma boa vista para apreciar a estupa.

De lá seguimos por mais 40minutos (uns 3,5km) de caminhada. De novo, se soubéssemos teríamos pego um taxi pois não vimos nada que valesse a pena o sol e a poeira na cara.

Pahupatinath, Nepal | Trilheiros
Pahupatinath, Nepal | Trilheiros

Chegamos em Pashupatinath e ficamos desapontados porque não conseguimos entrar no templo para ver a cerimônia (1000 rúpias para entrar no complexo). Saímos da entrada e descemos para conhecer o rio Bagmati. O lugar estava bem sujo, cheirava mal, muito lixo, pedintes (até então vimos super poucos) e o clima era pesado e tenso, placas alertando sobre ladrões, pessoas encarando e até alguns bebados. Mas quando chegamos no rio, conseguimos ver do outro lado do templo a cerimônia de cremação. Muito diferente e solene. Não tiramos nenhuma foto nem filamos por respeito.

Pashupantinath é um templo hindu dedicado à Shiva em sua manifestação como Pashupati – o Senhor dos Animais. O local abrange vários santuários e templos, além da área onde estão dispostos os locais de cremação dos mortos. A morte é encarada pelos hindus como parte de ciclo eterno de nascimentos, mortes e renascimentos: “Certa é a morte do que nasce, e certo é o  nascimento do que morre” (Bhagavad-gītā)

O clima estava tão pesado que nos apressamos para sair de lá. Pegamos um taxi ate Thamel.

No final da tarde, decidimos conhecer um dos mais altos terraços do Thamel, o restaurante Helenas. Tomamos café e comemos bolo vendo o por do sol.

Descansamos e recuperamos nossas energias comendo uma pizza num restaurante bem agradavel. Sim… a gente come pra caraca rs

A ansiedade começa a bater mais forte… afinal amanhã serão os preparativos finais e nosso ultimo dia em Kathmandu rumo para Lukla aonde comecará nosso trekking até o Campo Base do Everest.

Confira o vídeo desse dia no nosso Canal do Youtube:

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Lu | Trilheiros.net

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